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Síndrome do cão preto – a verdade ou o mito de que cães grandes (e gatos) pretos são menos adotados

Créditos: cynoclub/Jagodka Créditos: cynoclub/Jagodka

Histórico do cão preto

A representação do cão de pelagem preta no decorrer da história da humanidade tem sido caracterizada e associada com várias conotações, geralmente negativas e ofensivas 1. Nas mitologias egípcia, grega e romana, os cães pretos foram retratados como precursores ou até mesmo mensageiros da morte e do demônio 3. Originária da mitologia grega, a lenda do licantropo ou lobisomem, famoso na cultura europeia do século XVI, tinha como protagonista um homem que se transformava em lobo em noites de lua cheia, só voltando à forma humana ao amanhecer 2. Vindo das culturas celta ou germânica, o Black Dog, uma criatura demoníaca mensageira da morte era um ser mítico das ilhas Britânicas, de olhos vermelhos brilhantes que aparecia em noites de tempestades, em encruzilhadas e locais de execuções 1.

A característica física do cão preto também tem sido historicamente associada à depressão. Winston Churchill, em carta de 1911 à sua esposa, referiu-se a suas crises frequentes de depressão como um “cão negro”, provavelmente devido às lembranças das histórias de infância 4. A Organização Mundial de Saúde (OMS) utilizou a obra I had a black dog, publicada em 2005 pelo escritor e ilustrador Matthew Johnstone, numa animação em vídeo que abordava o transtorno da depressão como um incômodo cão negro 5.

 

O gato preto também sofre

A discriminação pela coloração da pelagem não se refere apenas aos cães, mas também se estende aos gatos e a outras espécies. Na Europa da Idade Média, os gatos pretos eram tratados como indícios de mau agouro, e sua imagem remetia a superstições associadas a bruxarias e demônios 6. Nesse período, consolidou-se a crença de que as seitas hereges trabalhavam para o diabo, representado por um gato preto, cuja presença seria sinal de má sorte 7. Ainda nessa época, acreditava-se que as bruxas tomavam formas felinas durante a noite para sufocar as pessoas em seu sono, o que engendrou a superstição de que os gatos causariam asma e problemas respiratórios 8.

Na magia negra, o gato preto macho tem sido considerado como a personificação do diabo, vítima constante dos rituais realizados às sextas-feiras 13. Na religião da umbanda, o gato preto é considerado um protegido do imprevisível Exu. Muitas dessas superstições históricas persistem até os dias atuais, pois ainda se acredita que os gatos pretos dão azar e podem estar associados a prenúncios de morte, além de serem considerados os principais símbolos do Dia das Bruxas 8. Vale também lembrar o termo “ovelha negra”, expressão popular depreciativa que tem sido utilizada em várias culturas e países para representar a peculiaridade de uma pessoa que é negativamente diferente das outras, ou seja, que está fora dos padrões considerados normais pelo seu grupo social.

 

O preconceito existe mesmo?

As pesquisas realizadas até o momento mostram que, ao menos nessas sociedades, a origem do problema parece ser um preconceito histórico e cultural. A preferência tendenciosa foi avaliada em estudo com fotos de cães de pelagem amarela e preta, mostrando que os cães amarelos foram mais escolhidos por transmitirem estabilidade emocional, simpatia e consciência 9. Esse estudo indicou uma possível existência da “síndrome do cão preto”, com uma provável diferença entre a cor da pelagem e a percepção das pessoas quanto às características consideradas positivas para os animais.

No entanto, outro estudo com fotos de cães de pelagem preta e branca da raça poodle evidenciaram que os pretos foram considerados menos dominantes, hostis, dominantes hostis e dominantes amigáveis, mas mais amigáveis, submissos, submissos hostis e amigáveis submissos que os de pelagem branca. Esse estudo contestou a teoria da “síndrome do cão preto”, embora com o viés da raça poodle, uma vez que algumas características poderiam ser consideradas positivas 1.

A divergência entre os resultados encontrados demonstra que cada sociedade pode apresentar um perfil e uma preferência em relação à adoção de animais, que pode ou não ser associada à predileção de uma cor particular. Vale lembrar que, na maioria dos estudos, a idade e não a cor tem sido a característica de maior influência na adoção de cães, sendo os animais jovens e/ou filhotes os mais procurados.

 

Adoção de cães pretos

Essa perspectiva negativa na adoção de cães pretos tem sido associada nos Estados Unidos à teoria de que os cães de pelagem preta e grande porte tendem a ter mais dificuldades no momento da adoção, e têm maiores chances de ser submetidos a eutanásia 10. Esse fenômeno tem sido tornado um fato mundialmente relatado por protetores e abrigos de animais 1, denominando-se “síndrome do cão preto” (big black dog syndrome) 3.

Alguns fatores têm sido indicados como potenciais motivos, que incluem a aparência mais assustadora dos cães grandes, denotando perigo, dificuldades de fotografar os cães pretos nas sombras de um canil, e a falta de contraste facial entre a luz e os pelos, dificultando a percepção de sua expressão facial 1,3. Além disso, a pouca interação no momento da adoção pode acentuar o fato de que a escolha do animal de estimação tem sido baseada principalmente em sua características físicas, e que os adotantes parecem fazer julgamentos da personalidade do animal com base apenas na visualização inicial 9.

Apesar de a influência da cor da pelagem ter sido avaliada na frequência da adoção de cães, diferentes estudos têm apresentado resultados controversos (Figura 1). Um desses estudos, feito com mais de 15 mil cães, relatou que os de pelagem preta e malhada eram significativamente menos procurados no momento da adoção 11. Nesse estudo também se constatou que os gatos de pelagem marrom e preta eram menos procurados para adoção 11. Outro estudo com quase meio milhão de cães, realizado em um abrigo no centro-oeste dos Estados Unidos, mostrou que os cães pretos tinham mais probabilidade de ser submetidos a eutanásia e eram menos procurados no momento da adoção, em comparação com os de outras colorações de pelagem 12.

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Número de animais Local Período Cor Porte Sexo Idade Referência
> 480.000 Centro-oeste Jan/2007 – dez/2007 + + + + 12
180 Gainesville, FL Maio/2011 – out/2011 NA 15
1.063 Ithaca, NY Jan/2008 – maio/2011 + + 13
Abrigo (A) 10.137 Noroeste Jan/2009 – dez/2012 +* NA + + 14
Abrigo (B) 3.662 NA + +

Figura 1 – Associação de índices de adoção com idade, sexo, porte e cor da pelagem preta na literatura dos Estados Unidos disponível. (NA) não avaliado; (-) sem relação com índices de adoção; (+) relacionado com índices de adoção; * houve relação com índices de adoção na pelagem malhada

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Em contrapartida, outros estudos não encontraram relação entre a pelagem preta e a preferência para adoção. Um estudo realizado em dois abrigos de Nova Iorque concluiu que a cor da pelagem e o sexo não interferiam no tempo de permanência do animal no abrigo, mas a preferência para adoção era de cães filhotes e de porte pequeno 13. Outro estudo feito em dois abrigos no noroeste dos Estados Unidos evidenciou que, em um deles, a pelagem malhada era a menos preferida pelos adotantes, e no outro não houve relação entre a pelagem e a adoção, sendo que, em ambos, as fêmeas e os cães jovens foram mais procurados 14. Em um abrigo da Florida, os índices de adoção não demonstrara associação entre sexo, idade e cor da pelagem 15.

 

Síndrome do cão preto no Brasil

Ainda não se estabeleceu se a “síndrome do cão preto” acontece de fato no Brasil, sendo a relação entre a coloração da pelagem e a adoção do animal necessariamente um estudo complexo, multifatorial e multicêntrico, que não pode se basear apenas na percepção e nas experiências pessoais. Mesmo assim, há divergência nas opiniões dos presidentes das duas entidades oficiais de abrigo de animais da cidade de Curitiba. Para Soraya Simon, presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), não há discriminação de cães pretos no momento da adoção. Entretanto, o presidente da ONG Amigo Animal, Marcelo Misga, relata que após os eventos de adoção, os animais pretos retornam em maior número, o que revela um preconceito por parte dos adotantes.

Em estudo realizado no período de janeiro de 2014 a agosto de 2016 com os animais recolhidos pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) do município de Curitiba, 34/79 (43,04%) cães adotados nesse período tinham pelagem amarela e marrom, 29/79 (36,71%) preta e 16/79 (20,25%) brancas (Figura 2). Além disso, 14/29 (48,27%) cães pretos adotados neste período tinham porte grande. Com relação à eutanásia, 59/132 (44,67%) cães tinham pelagem amarela ou marrom, 48/132 (36,36%) preta, 24/132 (18,18%) branca e 1/132 não informada.

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  Pretos (92) Amarelos/marrons (113) Brancos (46) Não informado (1) Total
n % n % n % n % n %
Adotados 29 36,71 34 43,04 16 20,25 0 0 79 100
Eutanasiados 48 36,36 59 44,67 24 18,18 1 0,77 132 100
Resgatados 15 36,59 20 48,78 6 14,63 0 0 41 100

Figura 2 – Características e destino* dos cães recolhidos pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) do município de Curitiba no período de janeiro de 2014 a agosto de 2016

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Dentre os cães pretos submetidos à eutanásia, 31/48 (64,58%) foram considerados de grande porte. Vale ressaltar que a eutanásia realizada pela UVZ envolveu a captura obrigatória de animais com histórico de agressão e/ou com problemas graves de saúde, não sendo determinada pelo tempo de permanência, como nos abrigos dos Estados Unidos. Com relação aos cães resgatados pela UVZ, 20/41 (48,78%) eram amarelos e marrons, 15/41 (36,59%) pretos, e 6/41 (14,63%) brancos. Dos cães resgatados com pelagem preta, 8/15 (53,33%) eram de grande porte.

 

E os gatos pretos?

Como já citado, os gatos pretos são vítimas históricas da cor da pelagem, associada a mau agouro e as superstições 6-8. E como nos cães, a adoção dos gatos pretos também é afetada pela perda da feição e do contraste em fotos 1,3. Em dois abrigos do estado do Colorado (EUA), constatou-se que os gatos pretos, independentemente do sexo ou da idade, demoravam três dias a mais para serem adota caractedos, em comparação a gatos de pelagem preta associada com outra coloração, e também que demoravam até seis dias a mais do que aqueles cuja pelagem não tinha coloração preta 16.

Outro estudo realizado no estado da Califórnia (EUA), revelou que os gatos de pelagem preta também eram menos procurados na hora da adoção 11. Na cidade de Glasgow (Escócia), um estudo revelou que a população em geral preferia gatos de pelagem mais clara 17. Em contrapartida, a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA) não concorda com a existência da síndrome, argumentando que existe a possiblidade de haver mais animais de pelagem preta, razão pela qual eles podem acabar “sobrando” nos abrigos.

No Brasil não existem trabalhos que discorram sobre a influência da cor da pelagem na adoção de gatos, mas a ONG Adote um Gatinho em um vídeo para promoção da adoção, declara que em seu abrigo a exclusão dos gatos pretos na hora da adoção é rotineira.

 

Driblando o problema

Sabendo que as propriedades físicas são umas das principais variantes na hora da adoção 18, algumas instituições internacionais de abrigos de animais desenvolveram promoções específicas para os animais de pelos pretos, na tentativa de minimizar o possível impacto dessas características na adoção dos animais. Essas campanhas têm a intenção de favorecer as características próprias do animal, além de ampliar a visão para sua adoção.

Sites específicos já foram criados nos Estados Unidos para aumentar a divulgação de cães pretos para adoção 19. Nos abrigos, esses animais são dispostos nos canis mais iluminados, numa tentativa de melhorar sua apresentação na hora da adoção; também se colocam bandanas claras no pescoço, para destacar o animal, assim como brinquedos coloridos nos canis, incentivando a aproximação com do adotante 20.

Um abrigo norte-americano lançou, em 2016, no dia de Ação de Graças, uma campanha chamada Black Friday, com a intenção de aumentar a taxa de adoção de animais com pelos pretos 20. Outro abrigo desenvolveu em sua página da internet uma parte exclusiva reservada a gatos pretos, distribuindo pseudônimos de super-heróis e finalizando com um ensaio fotográfico de divulgação dos animais com trajes como capas 21. Após ter conhecimento da “síndrome do cão preto”, o fotógrafo Fred Levy iniciou um projeto em 2014 denominado Black Dogs Project (Figura 3), para mostrar a beleza e a ternura desses animais.

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Figura 3 – Capa do calendário do projeto Black Dogs Project do ano de 2018 – http://goo.gl/79unmo

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O abrigo Black Cat Rescue, da cidade de Boston (EUA), sensibilizado com as crenças sobre gatos pretos e a síndrome do cão preto, realizou uma campanha focada no resgate e na adoção de gatos pretos. Outra iniciativa no intuito de combater o preconceito contra esses animais, comemorada em 27 de outubro, pouco antes do Halloween ou Dia das Bruxas, ficou conhecida mundialmente como o Dia do Gato Preto 22. Uma ONG de São Paulo escolheu o gatinho Lucky (do inglês “sorte”) e o inscreveu em diversos sorteios para combater essa ideia de que os gatos pretos dão azar. Surpreendentemente, em menos de seis meses ele ganhou 18 promoções, mostrando que Lucky, o gatinho preto, tem muita sorte. A fotógrafa Casey Elise começou em 2015 o Black Cat Project (Figura 4), com o propósito de mostrar a beleza desses animais, aumentando assim suas chances de adoção.

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Figura 4 – Foto do projeto Black Cat Projecthttp://goo.gl/hDtq6z

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Considerações finais

Apesar do grande envolvimento na solução dessas dificuldades e dos vários estudos discutidos, não há trabalhos em âmbito nacional avaliando a associação das características físicas de cães e gatos pretos e seu impacto na adoção. Na própria UVZ de Curitiba, a maioria dos cães adotados eram amarelos ou marrons, seguidos entretanto pelos pretos. De qualquer forma, a relação entre a cor da pelagem do animal e a preferência para adoção de cães e gatos parece variar entre diferentes sociedades e permanece ainda controversa.

A atual situação de alto abandono e baixos índices de adoção em todo o país, em particular das ONGs, acomete cães e gatos de todas os tamanhos, cores e idades. Nesse cenário, seria importante realizar estudos sobre a “síndrome do cão preto” para estabelecer o seu real impacto na sociedade brasileira, e subsidiar ações para reduzir o abandono e aumentar a adoção também de cães e gatos pretos no Brasil.

 

Referências

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