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Gestão

Human friendly, pense nisso!

Matéria escrita por:

Rodrigo Lorenzoni

19 de jul de 2017

Qual o grau de conforto que proporcionamos aos
nossos clientes? Podemos melhorar?
Créditos: Ivonne Wierink/Shutterstock Qual o grau de conforto que proporcionamos aos nossos clientes? Podemos melhorar? Créditos: Ivonne Wierink/Shutterstock

Atender bem os animais nos consultórios, clínicas e hospitais não é diferencial. É obrigação dos médicos-veterinários e de suas equipes. De olho num mercado que não para de crescer, a qualidade do atendimento e o conforto das instalações resultam em clientes satisfeitos e retorno garantido.

Vemos no mundo o crescimento dos locais chamados pet friendly. São estabelecimentos – lojas, restaurantes e hotéis – que ganham cada vez mais adeptos entre quem faz do seu bichinho de estimação um membro da família. Grande sacada de marketing e de inclusão e com um aspecto sentimental muito grande.

Os cases pet friendly devem servir de modelo para quem atua na medicina veterinária. Como? É preciso criar o que estou chamando de conceito human friendly nas salas de espera e demais instalações de um empreendimento veterinário. Nossas clínicas são voltadas, obviamente, para o atendimento dos animais. Mas quem os leva até lá? Quem se preocupa com eles, investe e espera, muitas vezes com preocupação e agonia?

Começando pelo básico, o proprietário ou tutor precisa ir até o local e sentir-se bem enquanto espera o seu animal ser atendido ou enquanto aguarda uma cirurgia, por exemplo. Oferecer acesso à rede Wi-Fi é elementar. Mas de que adianta oferecer o sinal se a senha tem 20 dígitos, entre maiúsculas, minúsculas, números e símbolos? É preciso facilitar a vida do cliente. As salas de espera da clínica têm, em geral, cadeiras retas, de plástico. Mas trabalhar com poltronas confortáveis não é algo financeiramente inviável.

Os proprietários que têm filhos pequenos também podem se sentir mais acolhidos se o local tiver um pequeno espaço destinado a crianças. Um tapete com alguns brinquedos, joguinhos e livrinhos já podem fazer toda a diferença. É preciso lembrar que crianças inquietas e sem uma distração podem contribuir para deixar os animais mais agitados e tornar o atendimento mais complexo.

Esse pequeno espaço infantil pode contar também com uma revistinha com animais para colorir, bonecos de pelúcia e estetoscópios de brinquedo para eles imitarem o veterinário enquanto ele atende. Isso pode facilitar a consulta, à medida que acalma a criança e o dono do animal, por saber que o filho está tranquilo.

No conceito human friendly é preciso pensar também nas pessoas que levam os animais à clínica logo cedo, antes de irem para o trabalho, e que os buscam no final da tarde. Nesses dois horários, geralmente as pessoas podem querer se alimentar ou mesmo tomar um cafezinho. Oferecer a bebida ou um suco e um petisco como bolo ou pão de queijo faz toda a diferença.

Atualmente, esse tratamento diferenciado pode ser o fator preponderante na escolha do cliente entre o seu estabelecimento ou o do concorrente. Human friendly, pense nisso!