Entre a vida e o vidro
A morte de aves por colisões em janelas e outras estruturas de vidro. Elucidação do problema urbano e sugestões de estratégias simples de prevenção

Um pouco sobre a história do vidro
Dois tipos de vidro de ocorrência natural já eram empregados pelo homem nos tempos pré-históricos: a obsidiana (a rocha ígnea extrusiva constituída quase integralmente por um tipo de vidro vulcânico, com 70% ou mais de sílica) e o fulgurito (vidro formado após uma descarga elétrica de origem atmosférica incidir em determinados tipos de rocha e areia). Ambos os tipos basicamente eram usados para a confecção de armas. Quando o vidro sintético começou a ser produzido por volta do ano 3.000 a.C., tornou-se rapidamente um material de luxo, sendo empregado em decorações, joias, vasos e louças 1. Apesar das incertezas históricas quanto aos responsáveis pelo vidro sintético, sendo citados como possíveis criadores os povos egípcios, fenícios e sumérios, muitos historiadores creem que o vidro se originou como subproduto da metalurgia ou durante o desenvolvimento de materiais para cerâmica 2. Os romanos também passaram a ser excelentes produtores de vidro, e foram responsáveis pela introdução das técnicas de produção na Grã-Bretanha, então por eles ocupada 3. No entanto, as habilidades e a tecnologia necessárias para fazer vidro foram cuidadosamente guardadas pelos romanos, e foi somente com a desintegração do Império Romano que os segredos da fabricação de vidro começaram a se espalhar por toda a Europa e Oriente Médio. Com os venezianos, em particular, a confecção de vidro ganhou grande habilidade técnica e capacidade artística. Muitos artesãos da cidade ganharam tamanha reputação local que saíram da Itália para montar vidraças em toda a Europa, enriquecendo com isso 4. Um dos objetos mais fascinantes e reconhecíveis do artesanato italiano ainda nos dias de hoje é, sem dúvida, o vidro de Murano, uma cidade próxima a Veneza. Os objetos de vidro da cidade impressionam porque mantêm a tradição de fabricação dos antigos mestres do vidro, perpetuando-se em peças únicas e coloridas como joias, jarras, copos, taças e lampadários.
O vidro na construção civil e benefícios para a saúde
No início o vidro não era exatamente transparente, na verdade era translúcido, permitindo apenas a passagem de luz, enquanto o vidro transparente moderno não só permite a passagem de luz, mas também a formação da imagem nítida através dele. A evolução da translucidez até chegar à transparência do vidro aconteceu devido à migração gradual da produção desse material para a França e a Alemanha, no fim da Idade Média 5. Já nos séculos XIX e XX, a busca por transparência, bem como por efeitos artísticos de reflexão e opacidade, juntamente com as melhorias na fabricação dos vidros, evoluiu com o emprego do vidro na construção civil 5. Com o passar dos anos, o vidro passou a ser uma estrutura resistente que podia delimitar espaços e controlar a iluminação natural ou artificial dentro de ambientes construídos 6. Consequentemente, o vidro também podia regular a temperatura dos lugares 6. O desenvolvimento tecnológico da produção desse material contribuiu para que ele pudesse ser usado como um complemento estrutural. Aquele material curioso que um dia foi oneroso, frágil (não resistindo sequer a esbarrões), não permitia a produção em tamanhos grandes ou em quantidade, passou a ser fabricado em larga escala, ganhando resistência a fortes intempéries, preço competitivo, tornando-se elemento de utilização imprescindível na construção civil 5. Não há dúvida de que o vidro traz características de beleza, modernidade arquitetônica e até mesmo requinte para as construções nas quais é empregado. A quantidade de vidro continua a aumentar nas moradias recém-construídas, reformadas ou remodeladas.
Atualmente, ele vem sendo fabricado com transparência sem precedentes 7,8. É inegável que o vidro empregado nas construções na forma de janelas ou elementos divisores certamente tem trazido uma melhoria estética das construções das cidades, interna ou externamente, e tem contribuído não só para a aparência das edificações, mas também para a saúde e o bem-estar dos seres humanos por pelo menos dezesseis séculos 9,10, uma vez que ambientes com boa iluminação trazem benefícios psicológicos e metabólicos comprovados 11.
A morte como consequência do emprego do vidro nas edificações
Vidros transparentes
A presença do vidro como obstáculo artificial foi muito recentemente introduzida pelo homem no meio ambiente. Os animais domésticos dentro de casa levam um tempo relativamente grande para aprender a lidar com essa estrutura e reconhecer o vidro como obstáculo físico. Mesmo os seres humanos muitas vezes não identificam vitrines e portas de vidro e sofrem acidentes, que geralmente não são fatais. Toda a evolução das aves obviamente ocorreu sem a presença de quaisquer tipos de painéis de vidro artificial presentes no seu meio. Portanto, o vidro, seja ele claro, matizado ou reflexivo, não é uma parte reconhecível do mundo natural para as aves de vida livre, que simplesmente não o reconhecem como barreira física. Quando a fachada de um edifício é feita de vidro transparente ou quando as vidraças das edificações são muito amplas, as aves realmente não enxergam e não reconhecem o obstáculo para seus voos. Por não entender a presença desse elemento na natureza, as aves se comportam como se o vidro transparente fosse contínuo ao meio, sendo praticamente invisível para elas enquanto trafegam pelo ar 7,8,10,12. Mais do que enxergar ou não, o problema é reconhecer e entender a presença daquele material, ou seja, trata-se de um problema cognitivo, uma vez que as aves na verdade enxergam muito bem, inclusive em espectros luminosos que são invisíveis aos seres humanos e outros animais.
Os choques de aves contra vidros e vidraças de edifícios, casas, muros e mesmo veículos são comuns no mundo inteiro, sendo na verdade muito mais comuns do que imaginamos. Acredita-se que milhões de aves sejam mortas anualmente por colisões na grande maioria dos países ocidentais. Em caráter menos especulativo possível, estima-se que somente nos EUA entre uma a dez aves são mortas por choque em vidros por edifício por ano, gerando uma taxa de mortalidade total de 97,6 a 975,6 milhões de aves por ano naquele país 8,9.
Em todo lugar em que o vidro e as aves de vida livre coexistem, há risco de ocorrência de acidentes, mas, ao que tudo indica, algumas características específicas propiciam uma maior ocorrência desse tipo de acidente:
1) Quando grandes painéis de vidro transparente são empregados, fazendo com que uma parte do céu ou mesmo árvores possam ser vistas do outro lado (ex. o painel de vidro é empregado em grandes fachadas ou muros como na Figura 1;
2) Quando há outra janela ou parede de vidro posicionada no lado oposto de um cômodo ou sala, criando uma impressão de espaço contínuo (Figura 2 A);
3) Quando paredes, portas ou janelas de vidro se encontram nos cantos, também criando uma impressão de espaço contínuo (Figura 2 B).
Muito embora os acidentes ocorram comumente nas casas e arranha-céus, os edifícios parecem representar uma ameaça um pouco maior, sendo que a maioria dos acidentes ocorre nas janelas dos três a cinco andares inferiores, de dia, com machos e indivíduos mais jovens 8,10,13,14. Há indícios de que aves migratórias sofrem mais acidentes do que as residentes 11. Não é raro encontrar verdadeiras impressões desenhadas pela descamação natural encontrada nas penas do corpo das aves após o choque nos vidros (Figura 3).
Um trabalho considerado pioneiro nessa área é o de Snyder, que pesquisou os registros do Royal Ontario Museum desde o início dos anos 1940, para saber quais espécies de aves foram mais comumente envolvidas em acidentes com janelas de vidro 15. Ele observou que as espécies mais representadas eram aquelas adaptadas no habitat natural a voar entre pequenos espaços em bosques densos, espécies também denominadas “voadores de túnel”. Esse hábito natural torna tais aves mais suscetíveis a se acidentar em vidros.
Atualmente, o prof. Daniel Klem Jr. (Figura 4), que leciona ornitologia no Muhlenberg College, na Pensilvânia, é considerado a maior autoridade sobre colisões de aves nos vidros. Ele vem pesquisando o tema desde 1974, e foi o primeiro a informar que quase um bilhão de aves morrem anualmente nos Estados Unidos. Na opinião dos autores, esse dado é no mínimo estarrecedor.
Vidros espelhados, um reflexo da morte
Os vidros transparentes muito reflexivos ou espelhados também são problemáticos para as aves, pois as imagens refletidas (plantas, árvores ou do próprio céu) nesse tipo de vidro podem causar confusão, fazendo com que as aves reconheçam a superfície do vidro como um “prolongamento do céu” (Figura 5) e acabem também se chocando 8,10,11. Outro problema relacionado, que geralmente não é letal, mas causador de grande estresse, ocorre quando as aves atacam as superfícies espelhadas de edificações e automóveis. Geralmente, esse tipo de problema é mais comum na primavera e com machos, tratando-se de uma tentativa de defesa de territórios de reprodução. Nesse período, a própria imagem refletida do indivíduo é compreendida como a presença de outro macho intruso, não entendendo que se trata apenas de seu próprio reflexo (Figura 5). Essa reação territorial chega a ser tão intensa que a ave pode ficar esgotada em virtude do estresse gerado. A consequente imunodepressão leva a ave a adoecer em seguida por causas infecciosas 8.
As principais lesões provocadas pelos acidentes de aves em janelas
As lesões encontradas nas aves após sofrerem choque com vidro em pleno voo variam de nenhum dano visível (Figura 6), pequenas escoriações até ossos fraturados, hemorragias teciduais superficiais ou profundas como a ruptura do inglúvio, que ocorre especialmente em impactos frontais quando a ave está com o divertículo repleto de alimento. De modo contrário ao que a maioria dos médicos-veterinários possa supor, as fraturas ósseas são raras. Quando as fraturas ocorrem, geralmente são encontradas nos ossos do crânio, maxila e mandíbula. Na maioria dos casos em que há fatalidade observa-se trauma crânio-encefálico, com consequentes lesões no parênquima cerebral e hemorragias intracranianas. As aves que sobrevivem aos acidentes também podem apresentar hemorragias intracranianas extensas, e em muitos casos podem permanecer com paresias ou mesmo paralisias 7.
Controle e prevenção
Inúmeras pesquisas para diminuir e controlar esse tipo de acidente vêm sendo desenvolvidas em todo o mundo. Várias técnicas com resultados aceitáveis já foram propostas e vem sendo empregadas. Apesar disso, nenhuma técnica para proteger as aves do vidro é 100% eficaz e universalmente aceita. Todas as técnicas direta ou indiretamente tem o objetivo de fazer com que as aves reconheçam a barreira espacial delimitada pelo vidro, fornecendo sinais cognitivos (pistas) para isso, dando tempo para que a rota do voo seja desviada.
Uma forma pouco onerosa é a utilização de adesivos na porção externa dos vidros. Os formatos mais populares são de aves de rapina. Todavia, esses decalques com formas de aves de rapina, quando usados isoladamente, mostraram ser ineficazes na redução de colisões de aves com vidro em Viena, Áustria 16. Realmente, outros pesquisadores também acreditam que a forma do adesivo não é importante. A eficiência em fazer com que a ave entenda que o vidro transparente não é apenas um espaço vazio é o mais importante. Assim, o tamanho e o espaçamento dos adesivos são mais importantes do que o formato dos mesmos. Portanto, a utilização dos adesivos de qualquer formato (ex. estrela, folha ou ave de rapina, Figura 7) com tamanhos e espaçamentos adequados pode ser eficaz na prevenção de acidentes 17. Outra solução engenhosa que utiliza conceitos de oftalmologia veterinária seria aplicar adesivos no vidro que refletissem luz ultravioleta (UV-A) em comprimentos de onda variando de 300-400 nanômetros. Trata-se de um espectro de luz que as aves enxergam, mas os seres humanos não (Figura 8). Ao que tudo indica, praticamente todas as aves de hábito diurno enxergam a luz UV 17,18,19,20. Outra vantagem da utilização desses adesivos seria também de cunho estético, uma vez que são quase transparentes e, portanto, pouco comprometeria a fachada da edificação.
Em linhas gerais, podem-se destacar várias técnicas para a prevenção ou redução de acidentes:
• Sempre que possível instalar e fechar cortinas e persianas atrás dos vidros, dando preferência a vidros escuros (fumês) 7,8,10;
• Instalar comedouros e bebedouros para aves longe das janelas e outras estruturas de vidro 7,8,10;
• Adesivos opacos (escuros, Figura 7), ou transparentes (que reflitam a luz UV) (Figura 8) com diferentes formas espalhados pela janela (quanto mais, melhor). A dimensão ideal sugerida para o adesivo é de 15 cm no seu maior diâmetro, com espaçamento de 40 cm entre um e outro 19,20;
• Fitas adesivas coloridas e opacas ou translúcidas instaladas na superfície externa do vidro, dispostas verticalmente, como se imitasse o padrão de persianas, com cerca de 10 cm de espaçamento 21;
• Películas escuras, adesivos “jateados” ou pinturas externas para controle de luz solar. Há certos tipos de películas que criam uma aparência sólida na superfície de vidro a partir do exterior, mas permitem visão muito nítida a partir do interior das edificações. Os filmes ainda podem propocionar controle térmico no interior do imóvel 22;
• Emprego de redes ou cordas wind curtains coloridas de náilon (não transparentes) do lado de fora, posicionadas 8 a 10 cm na frente da superfície do vidro 23.
Atualmente, arquitetos e engenheiros começaram a projetar as construções tentando evitar as colisões das aves nos vidros (Bird-friendly building design) 24.
Considerações finais
Além da caça, principalmente destinada ao comércio ilícito da avifauna, da destruição do habitat natural, torna-se evidente que o vidro empregado nas construções é uma das principais causas de morte de aves relacionadas ao homem. Segundo levantamentos atuais, a única outra causa de morte de aves que supera as causadas por colisões com vidro é a predação por gatos domésticos com acesso à rua 25.
O uso do vidro como material de construção nas casas e edifícios, bem como a evolução das suas técnicas de fabricação, deu a esse material grande apelo estético, sendo relativamente barato e muito resistente. Porém, por não haver qualquer tipo de controle ou recomendações para sua utilização por parte das agências de conservação governamentais, o vidro se tornou extremamente letal para as aves. Pouco se discute sobre esse problema nos cursos de medicina veterinária do nosso país, e não há estimativas locais confiáveis sobre o número de aves mortas anualmente. Apesar de algumas iniciativas regionais louváveis, pouco ainda se faz para evitar ou, ao menos, controlar o problema em nosso país. Algo que preocupa é o atual modismo arquitetônico que emprega o vidro transparente em muros (Figura 1). Contudo, sabemos que muitos arquitetos e proprietários dessas edificações simplesmente desconhecem o problema e não têm noção das mortes de aves que tais estruturas podem estar causando.
Portanto, os autores não querem promover qualquer tipo de reação da população contra os mesmos. Do mesmo modo, em nenhum momento os autores defendem a remoção de janelas, paredes ou o abandono de quaisquer estruturas de vidro empregadas na construção civil. Acreditamos, sobretudo, que com ações educativas simples (a começar por este texto) e esforços de conscientização seja possível proteger as aves e ainda conservar as vantagens estéticas e funcionais da utilização do vidro nas edificações, para que os seres humanos continuem desfrutando desse material de maneira mais responsável, sem entrar no dilema de escolher “entre a vida e o vidro”.
Sites com informações adicionais sobre o tema
Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell
http://www.birds.cornell.edu/AllAboutBirds/attracting/challenges/window_collisions
Site da Associação Americana de Conservação de Aves
https://abcbirds.org/program/glass-collisions/
Organização Santuário das Aves
http://www.avianhaven.org/window_strikes.html
Guia Para Construção de Edificações “Bird-Friendly”
https://abcbirds.org/wp-content/uploads/2015/05/Birdfriendly-Building-Guide_LINKS.pdf
Referências
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