Transtornos mentais e autoextermínio: fatos reais, mas ainda negligenciados entre os médicos-veterinários

Introdução

Os transtornos mentais, com ou sem o comportamento autodestrutivo ou suicida, são uns dos principais problemas de saúde ocupacional na atualidade, causando sofrimento, anormalidade ou incapacidade funcional cotidiana no trabalho 1.

Quando a questão envolve os médicos-veterinários (MVs), o número de casos de transtornos mentais mostra-se ainda mais crescente e alarmante se comparado ao de outras profissões. Apesar de o autoextermínio ser muito citado entre os cirurgiões e anestesistas, o número de suicídios entre os MVs brasileiros foi duas vezes maior que o observado nos médicos de seres humanos, equiparando-se apenas ao de policiais – ambas as profissões apresentaram uma taxa de suicídio elevada de 10,8 pessoas a cada 100 mil habitantes (Figura 1) 2,3.

Figura 1 – Taxas de suicídio a cada 100 mil habitantes, padronizadas segundo ocupações específicas no Brasil entre 2006 a 2009. Fonte: SIM/Datasus & PNAD/IBGE (Adaptado 3)

Pode-se considerar que na área de saúde o suicídio laboral está muito relacionado com o tempo de estudo, a excessiva jornada de trabalho, a baixa remuneração, associados à insatisfação profissional devido às cobranças desmedidas e à responsabilidade emocional de lidar com vidas 4. Além disso, na medicina veterinária, a falta de recursos técnicos e estruturais, a falta de reconhecimento social 5, o envolvimento emocional com os pacientes e tutores, a realização de eutanásias, os conflitos éticos e as dificuldades nas relações interpessoais no ambiente de trabalho público ou privado, bem como o fácil acesso a medicamentos controlados, desencadeiam um esgotamento emocional crônico nos profissionais e favorecem a tentativa ou a consumação do ato suicida 6.

Com poucas estratégias de implementação de ferramentas realmente efetivas de prevenção à baixa saúde mental e ao comportamento suicida laboral, esses fatores não só influenciam negativamente o bem-estar físico/mental do médico-veterinário, como também as suas relações familiares 7. Tudo isso pode resultar em transtornos de ansiedade (TA), depressão (DP), síndrome de burnout (SB) e fadiga por compaixão, isolados ou concomitantemente (Figura 2) 5,6,8.

Figura 2 – Miscelânea de sinais comportamentais/emocionais e físicos mais comuns nos distúrbios psicológicos de ansiedade, depressão, fadiga por compaixão e síndrome de burnout e suas correlações

Mas como suspeitar dos transtornos mentais antes que os quadros se agravem e resultem em incapacidade funcional e/ou suicídio?

O reconhecimento prévio dos sintomas dos transtornos mentais, mesmo que subjetivos, já é um passo para que o médico-veterinário ou qualquer outro profissional reconheça os sinais em si e possa auxiliar outros colegas com as mesmas manifestações clínicas e/ou psicológicas. Muitos empregados e empregadores não dão a devida importância aos problemas de saúde mental, podendo o transtorno evoluir rapidamente para um quadro mais complicado do estado emocional e da saúde 9.

Uma decisão importante é procurar ou indicar um profissional capacitado, como os psicólogos e/ou psiquiatras, para realizar o diagnóstico e designar a melhor conduta ou tratamento para cada pessoa, já que os transtornos mentais podem estar presentes de forma única ou associados 10.

Os transtornos mentais são disparados por um “gatilho” de origem nem sempre conscientemente reconhecida, e resultam em sentimentos de insatisfação, indignidade e inutilidade, nutrindo a sensação de adoecimento intelectual e falta de criatividade, e, consequentemente, afetando a produtividade, o desempenho e a satisfação no emprego. Muitas vezes, o profissional apresenta sinais inespecíficos, como apatia, perda de apetite, emotividade exagerada, irritabilidade, raiva, tensão, insônia, fadiga, ansiedade, esquecimento, concentração prejudicada, baixo desempenho físico e intelectual, queixas álgicas e somáticas, ideação ou planejamento suicida, bem como ideias de culpa e inutilidade, sendo a estrutura ocupacional e as condições de vida os fatores determinantes para o aparecimento do adoecimento psíquico 11.

Caracterizada por tensão, estado de vigilância e desconforto antecipado ao perigo e a situações desconhecidas ou estranhas, a ansiedade é um sentimento fisiológico comum a todos os seres humanos. Mas torna-se patológica quando a sua manifestação se mostra exacerbada e desproporcional em relação ao estímulo, interferindo no estado emocional, na qualidade de vida e no desempenho diário do indivíduo em situações corriqueiras 12.

Quando considerada patológica, é classificada como transtorno de ansiedade, com caráter multifatorial, que apresenta quadros clínicos com sintomas primários, ou seja, não derivados de outras condições psiquiátricas. Dentre os diversos tipos de TA, citam-se os transtornos de pânico, obsessivo-compulsivo, de separação, de ansiedade social e de ansiedade generalizada 13. Suas manifestações emocionais, somáticas e comportamentais englobam tensão muscular, palpitações, dificuldades de percepção e de aprendizado e maior suscetibilidade ao choro 13,14.

De acordo com o boletim epidemiológico de transtornos mentais relacionados ao trabalho no Brasil, realizado pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC-UFBA), no período de 2006 a 2017 foram registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 8.474 casos de pessoas com distúrbios psicoestressores ocupacionais. Contudo, a relação entre transtornos mentais e a ocupação é ainda pouco investigada e diagnosticada, além de subnotificada. Para termos uma ideia, a variável “ocupação” é considerada secundária no preenchimento das causas de suicídio no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o principal banco de dados sobre mortalidade de notificações compulsórias do país, baseado na Classificação Internacional de Doenças (CID) 2,3.

Muito relacionada com os TAs ou outras afecções, a depressão vem se tornando crescente nos profissionais e nos estudantes de saúde. Em um estudo realizado com graduandos de medicina veterinária de uma universidade norte-americana, foram observados altos níveis de estresse, ansiedade e depressão entre os participantes, detectados por meio de um questionário (Patient Health Questionnaire-4), em que cerca de 22% dos discentes se mostraram propensos à depressão, número mais elevado que o avaliado na população americana (16,6%) e nos estudantes de medicina (14,3%). Observou-se ainda que os discentes com notas baixas estavam sujeitos a apresentar sinais de TA. Os autores sugeriram que as medidas de prevenção a estresse, ansiedade e depressão devam incluir a redução no foco em comportamentos competitivos, assim como no desempenho acadêmico por meio de pontuações. Deve-se estimular a motivação ao sucesso, reforçada pelo contínuo monitoramento, pela realização de treinamentos e pela promoção à saúde mental 15.

A DP é dividida em sete subtipos, sendo o principal o transtorno depressivo maior, que se caracteriza pela predominância do sentimento de tristeza, vazio e desesperança 16 e pela diminuição de interesse ou prazer em quase todas as atividades diárias, afetando a qualidade do sono, levando à fadiga ou à perda de energia, à redução ou ao ganho de apetite, à perda ou ao ganho excessivo de peso e à agitação ou ao retardo psicomotor. Ainda interfere nos estados mentais, causando sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou imprópria, capacidade reduzida de pensar e se concentrar ou indecisão, podendo, em alguns casos, levar a intenção suicida com pensamentos recorrentes de morte 16-18.

Contudo, o transtorno depressivo maior é o subtipo mais conhecido pelas pessoas, que frequentemente negligenciam as outras formas de depressão de sinais mais brandos e muitas vezes imperceptíveis, tais como alterações de humor, cognitivas, psicomotoras e vegetativas – caracterizadas por sentimentos duradouros ou transitórios de tristeza, irritabilidade, incapacidade de sentir prazer, apatia e alterações relacionadas ao sono e ao apetite. Frases negativas como “estou cansado”; “não consigo”; “estou sem vontade”; “depois eu faço” ou mudanças no comportamento habitual do profissional devem ser observados pelos colegas ou em si mesmo, pois podem ser indicativos de um estado depressivo ou de uma depressão propriamente dita. Grande parte das pessoas com ou sem DP que cometeram suicídio ou manifestaram comportamentos autodestrutivos manifestaram sinais sutis da intenção do ato que foram negligenciados ou detectados tarde demais 19.

A síndrome de burnout (SB) é resultante do estresse ocupacional prolongado, que incapacita os profissionais para realizar suas atividades laborais rotineiras 20 e se caracteriza por três aspectos centrais: a exaustão emocional, a despersonalização e a baixa realização pessoal 1.

Seus sintomas psicológicos e comportamentais incluem principalmente falta de concentração em tarefas rotineiras; desinteresse em realizar atividades sociais e manter hábitos saudáveis; isolamento social; cansaço físico e mental constante e em excesso; falta de concentração; constante negatividade; sobreposição das necessidades e vontades alheias às próprias; alterações repentinas de humor (com muitos períodos de irritação); lapsos de memória; e sentimento de insatisfação sobre aquilo que se faz. Apesar de os sintomas serem em sua maioria psicológicos, podem ainda manifestar-se fisicamente através de palpitações, distúrbios gastrintestinais e do sono, dores de cabeça e musculares 1,21.

Em 1992, realizou-se um estudo com 572 médicas-veterinárias norte-americanas, constatando-se, naquela época, que dois terços (66,5%) das participantes apresentaram indícios da síndrome 22, de modo semelhante ao observado em 2011, quando MVs australianos também apresentaram altos níveis de sofrimento psicológico 23. Contudo, a maior parte dos profissionais eram recém-formados, o que indica que o estresse laboral pode já ter ocorrido desde o período da graduação ou antes dele, tornando-se mais intenso após a formação acadêmica. Deve-se salientar que nos Estados Unidos, por exemplo, fatores como altos débitos contraídos em financiamentos educacionais e competitividade por bolsas de estudo podem levar ao sofrimento desses jovens profissionais, uma vez que as universidades são privadas e de alto custo para o graduando 24. Prova disso foi observada em um estudo recente sobre o bem-estar de MVs nos EUA, onde veterinários com menos de 45 anos de idade apresentaram sofrimento psicológico grave nos últimos 30 dias 25.

Porém, no Brasil, apesar de haver diversas instituições de ensino superior federais e estaduais que propiciam a formação gratuita em medicina veterinária, a estada na cidade, por exemplo, não é financiada pelo governo 26. Além disso, o país conta com 137.657 profissionais atuantes regularmente inscritos, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), com cerca de 8 mil recém-formados anualmente e aproximadamente 440 cursos de graduação em operação – ou seja, cerca de um terço dos cursos de medicina veterinária registrados em todo o mundo 6,27.

Esse crescente aumento da abertura de cursos e do número de recém-graduados todos os anos ocasiona um desequilíbrio perigoso na demanda e na oferta de trabalho para esses profissionais. Essa situação leva a uma inevitável desvalorização e à frustração, principalmente para os jovens profissionais 26,27, ainda mais quando associada a outros fatores como a falta de reconhecimento social, a realização de eutanásias e os conflitos éticos, entre outros 28.

Recentemente notou-se que os profissionais de residência veterinária das áreas clínicas de uma universidade estadual no Brasil tiveram os maiores escores de exaustão emocional, despersonalização e ausência de realização profissional quando avaliados por meio de uma ferramenta desenvolvida para medir o burnout, em comparação com os residentes de medicina veterinária preventiva. Entre os dois grupos, 24,2% apresentaram SB, e os preditores para a síndrome foram as variáveis “satisfação em lidar com pacientes” e “atuação em desacordo com os princípios” 9. Assim, é de suma importância a criação de programas de promoção à saúde mental e à prevenção de distúrbios psicopatológicos para os profissionais residentes, além de estudos que possam contribuir para a melhora da sua qualidade de vida 30-32.

Sabe-se que o sofrimento psicológico presente na realidade de MVs pode ser influenciado pela coexistência de outras enfermidades psicológicas com a SB, como, por exemplo, a fadiga por compaixão (FC) 33,34. Isso ocorre porque o médico-veterinário, no contato com animais e seus tutores, pode se sentir tocado pelo sofrimento deles 35.

A FC é também conhecida como estresse traumático secundário (ETS) e ocorre em casos de exposição pessoal a eventos estressantes ou ao sofrimento de outros, podendo ainda se dar repentinamente em qualquer ambiente 36. Esse transtorno se desenvolve lentamente, havendo uma diminuição gradual da compaixão ao longo do tempo. Suas manifestações são sinais emocionais e somáticos (físicos), como apatia (ausência de sentimentos), isolamento, hipervigilância, distúrbios do sono, sensibilidade ao choro, comportamentos evasivos e/ou obsessivos 33, e pode culminar com o burnout 34.

Em 2015 foram analisados 11.627 MVs norte-americanos por meio de um questionário online quanto aos fatores de risco associados ao suicídio, a atitudes ligadas à doença mental e a estressores ocupacionais. Um entre 11 jovens veterinários com menos de cinco anos de atuação apresentaram sintomas de depressão e de ansiedade, e 1 entre 6 respondentes já haviam tido intenções suicidas desde a graduação 6. Infelizmente, tem havido relatos de morte autoinduzida por estudantes de veterinária. Quanto à predisposição sexual, verificou-se que os discentes do sexo masculino têm 1,6 vezes mais probabilidade de cometerem suicídio que a população geral norte-americana, enquanto no caso das mulheres essa taxa sobe para 2,4 37. Em contraste com o estudo anterior, em que a faixa etária nos casos de suicídio variava entre 30 e 39 anos, outros autores 38 relataram que 75% das mortes por suicídio de veterinários se referiam a profissionais de 65 anos ou menos. Considerando-se todos os profissionais médicos-veterinários, formados ou não, a taxa de suicídio é quatro vezes maior do que a da população norte-americana em geral e duas vezes maior do que a dos outros profissionais da saúde 8. Já no Brasil, em um estudo que analisou dados de mortalidade de médicos-veterinários entre 2006-2012, observou-se uma frequência de aproximadamente 37% de óbitos por suicídio em mulheres – três vezes maior que a frequência de suicídio em homens 39.

Segundo relatos pretéritos, apesar do crescente número de casos de autoextermínio, no Brasil ainda há poucos estudos sobre o assunto na medicina veterinária 3,39. Ainda que subestimados, esses dados são alarmantes e enfatizam a necessidade urgente de melhorar o ambiente profissional, com atenção especial à saúde mental e principalmente à determinação dos fatores predisponentes a essas doenças, com posterior instituição de políticas de atenção básica à saúde mental dentro da medicina veterinária 37.

Em 2018, a Associação Americana de Medicina Veterinária (American Veterinary Medical Association – AVMA), em conjunto com outras associações, representantes de indústrias, corporações, iniciativa privada e outras fundações e parcerias, desenvolveu a ferramenta de treinamento on line gratuita denominada Perguntar, Persuadir, Referir (Question, Persuade, Refer training – QPR), com o objetivo de ensinar pessoas que não dispõem de apoio psicológico a reconhecer em si e nos outros colegas de trabalho sinais de alerta a um potencial suicida (exemplos: preocupação com a própria morte ou falta de esperança; expressão de ideias ou de intenções suicidas; isolamento; exposição a crises, agressões, traumas, conflitos, doenças crônicas), auxiliando-os a estabelecer um diálogo e a procurar ajuda profissional 40.

De cinco anos para cá, algumas mudanças se fizeram notar. O mês de setembro no Brasil marca uma série de ações voltadas à prevenção ao suicídio e à promoção da saúde mental de todos os cidadãos brasileiros, denominada Setembro Amarelo (https://www.setembroamarelo.com/). Essa campanha nacionalmente difundida conta com a ação conjunta do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Centro de Valorização da Vida (CVV) (https://www.cvv.org.br/), e oferece um canal de comunicação direto entre a pessoa passível de ideação ou planejamento suicida e a central de apoio, além de realizar outras atividades, como fornecer apoio emocional e ações abertas à comunidade para estimular o autoconhecimento e melhorar a convivência consigo mesmo e em grupo 41,42.

Em 2019 foi criado o projeto Sobre(o)viver (http://crmvrj.org.br/sobreoviver/), do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ). Com o lema “Cuide-se para resistir!”, fornece informações em links, bibliografia de apoio e artigos de especialistas com orientações semanais sobre como viver e sobreviver em tempos desafiadores 43.

Assuntos envolvendo o estresse laboral e o suicídio de médicos-veterinários também vêm sendo abordados pelo CFMV e apontam as longas horas de trabalho, o relacionamento com colegas e clientes, a falta de recursos e de reconhecimento da profissão, a alta complexidade do trabalho, o sofrimento, a tristeza ou insensibilidade dos tutores e a sensação de impotência por não poder tratar o paciente, assim como o equilíbrio entre trabalho e vida privada, como fatores preponderantes de estresse nesses profissionais. No entanto, restam ainda outras vertentes a abordar e incluir como métodos de preservação da saúde mental dos médicos-veterinários no Brasil 44.

A proatividade, a autoeficácia, a assertividade, o otimismo e o comportamento reflexivo são importantes no ambiente de trabalho, ao passo que a autonomia, o autocuidado e a autoconfiança são mais importantes no âmbito doméstico ou social. A cultura sem julgamentos, não focada no perfeccionismo, e a constante promoção da busca por ajuda também são importantes para um ambiente de trabalho saudável 45.

Considerações finais

A saúde mental vem ganhando importância na medicina veterinária a partir de estudos publicados nos últimos anos sobre o autoextermínio. A busca por ajuda profissional especializada é fundamental para se avaliar a necessidade da instituição da terapia ideal para cada caso, baseada em metas e planos de trabalho conjuntos, de forma realmente efetiva. Além disso, o apoio social desde o início da carreira é de extrema importância para estabelecer bases sólidas nas relações interpessoais, assim como em todos os órgãos de classe, afastando o estigma que paira sobre a saúde mental da nossa profissão e estimulando de forma rotineira a busca por ajuda e também a adoção de medidas para o estímulo ao autocuidado, à resiliência e à promoção de ambientes de trabalho saudáveis, que são os meios mais efetivos para mudar a realidade sobre suicídio na profissão.

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