Covid-19 e os animais de companhia – atualização de 1 de junho de 2020

COVID-19 and companion animals – June 1st, 2020 update

Helio Autran de Morais,

MV, MS, PhD, DACVIM (Medicina interna e cardiologia)

Professor titular e diretor do Hospital Veterinário

Universidade do Estado de Oregon, EUA

helio.demorais@oregonstate.edu

 


Resumo:
Muitas coisas aconteceram durante a semana entre 25 de maio e 1 de junho de 2020 relacionadas com COVID-19 e os animais. Foi descartado o diagnóstico de Covid-19 no pug da Carolina do Norte. Com isso, há hoje apenas dois cães em que foi demonstrada a infecção natural com o SARS-CoV-2. Também foram identificados nesta semana mais 3 gatos com o vírus SARS-CoV-2, um na Espanha, um na Rússia e um na Holanda. O gato holandês é um de 24 gatos de uma das granjas de visons infectadas por SARS-CoV-2. Seis outros desses 24 gatos apresentaram anticorpos contra o SARS-CoV-2, mas não foi possível identificar o antígeno. Os gatos na Rússia e na Espanha pertenciam a pessoas diagnosticadas com Covid-19. Foi divulgado o primeiro estudo com infecção experimental em cães e gatos adultos. Gatos adultos desenvolveram infecção subclínica, com um período prolongado de excreção viral oral e nasal. Ocorreu transmissão por contato direto para os outros gatos. Os gatos também desenvolveram anticorpos que preveniram a reinfecção 28 dias depois da infecção inicial. Cães infectados experimentalmente desenvolveram anticorpos neutralizantes ao vírus e não excretaram o vírus por via oral ou nasal. Continuam as investigações no surto de Covid-19 em visons na Holanda e medidas sanitárias estão sendo estendidas para todas as granjas do país. Foi também encontrado o vírus que circula em visons em mais três funcionários de uma das granjas. Isso sugere que há pelo menos um caso adicional de Covid-19 transmitida de um vison para uma pessoa.

Abstract: A lot has happened during the week between May 25 and June 1st 2020 related to COVID-19 and animals. It was found that the North Carolina pug previously diagnosed with COVID-19 never had the virus. That means that we now have only two dogs naturally-infected with SARS-CoV-2. The SARS-CoV-2 virus also was identified in 3 more cats this week; one in Spain, one in Russia and one in the Netherlands. The Dutch cat is one of 24 cats living on a farm where minks are infected with SARS-CoV-2. Additional 6 of these 24 cats had antibodies to SARS-CoV-2, but the antigen was not found. The cats from Germany and Spain belonged to people diagnosed with COVID-19. Results from the first study with experimentally-infected adult cats and dogs were released. Adult cats developd subclinical infection, with a prolonged period of oral and nasal viral shedding. Direct contact transmission occurred to other cats. Cats developed an antibody response that prevented reinfection 28 days later. Experimentally-infected dogs mounted a virus neutralizing antibody response and did not shed virus orally or nasally following infection. Investigations into the mink outbreak in the Netherlands are continuing, and sanitary measures are being extended to all farms in the country. The virus that circulates in mink was found in three more employees of one of the farms. This suggests that there is at least one additional case of COVID-19 transmitted from a mink to a person.

Toda semana, mais informações estão disponíveis sobre o SARS-CoV-2 e animais. Consequentemente, é necessária uma atualização constante do trabalho “O novo coronavírus e animais de companhia 1 publicado em 5 de maio de 2020, e de suas atualizações em 11 de maio de 2020 2, 17 de maio de 2020 3 e 25 de maio de 2020 4. O objetivo desta atualização é incluir as informações sobre SARS-CoV-2 e animais disponibilizadas entre 25 de maio e 1 de junho de 2020.



Gatos

O que já sabíamos 1,2,3,4

– Gatos jovens podem ser infectados experimentalmente por via intranasal 5 ou em uma combinação de via intranasal, intratraqueal e ocular 6:

Gatos inoculados experimentalmente não desenvolvem sinais clínicos 5,6;

A eliminação de vírus é relativamente baixa 6, mas gatos jovens, em condições experimentais, podem transmitir o vírus para outros gatos mesmo sem contato direto 5,6;

– Ocasionalmente, gatos podem adquirir a infecção de pessoas;

– O vírus já foi identificado em:

8 gatos, 2 desses gatos não apresentaram sinais clínicos;

5 tigres, 1 dos quais era assintomático;

3 leões, todos com sinais respiratórios;

– Gatos naturalmente infectados podem ou não desenvolver sinais clínicos:

Sinais gastrintestinais e respiratórios já foram associados ao SARS-CoV-2 em gatos;

– Gatos eliminam o vírus por via nasofaríngea e retal;

– Gatos desenvolvem anticorpos neutralizantes:

Em um estudo ainda não publicado em Wuhan, China, 11 de 102 gatos desenvolveram anticorpos neutralizantes contra SARS-CoV-2 6;

Anticorpos contra o SARS-CoV-2 foram detectados em três de onze gatos que viviam em uma das fazendas holandesas em que está ocorrendo um surto de Covid-19 em visons 7:

É possível que esses gatos tenham adquirido o vírus dos visons 7.


O que aconteceu na última semana

Um estudo ainda não publicado (em preprint) analisou a ocorrência de SARS-CoV-2 em animais de pessoas diagnosticadas com Covid-19 em La Rioja, no norte da Espanha 8. Dezenove animais de 17 famílias foram testados. Foram 12 cães, 8 gatos, 2 coelhos e 1 porquinho da índia, todos assintomáticos. Destes, uma gata europeia de 8 anos de idade teve resultado positivo na RT-qPCR em amostras de orofaringe, mas não nas amostras retais. Ela foi testada novamente 22 dias depois e o segundo exame foi negativo 8. Outro gato da mesma família foi também testado, com resultado negativo nas duas ocasiões. A gata não apresentou sinais relacionados com infecção por SARS-CoV-2, mas tinha várias comorbidades: gengivostomatite felina crônica, cistite idiopática felina (tratada com glucosamina e sulfato de condroitina), doença renal crônica (tratada com dieta, ranitidina e benazepril) e bronquite/asma felina (tratada com fluticasona) 8.

É alentador que a prevalência de SARS-CoV-2 tenha sido baixa nesses animais de estimação. Ela foi mais alta quando se consideram apenas os gatos (1 em 8 ou 12%) 8. Não é possível extrapolar essa taxa de prevalência para uma população diferente, devido ao baixo número de gatos. Além disso, séries de casos em que existam animais positivos serão publicadas mais rapidamente durante a pandemia e podem ter impacto na informação disponível. O ponto fraco do estudo é o tempo decorrido entre o diagnóstico do tutor e a coleta das amostras do animal. Isso variou de 3 a 41 dias com uma mediana de 18 dias 8. A excreção viral pode não ter durado até a coleta de amostras com base no que sabemos de infecções experimentais e naturais. Portanto, esta demora pode ter reduzido artificialmente o número total de positivos. As amostras orofaríngeas da gata positiva foram obtidas 4 dias após o tutor ter sido diagnosticado com Covid-19 8.

O RNA do SARS-CoV-2 foi identificado em mais dois gatos esta semana. O primeiro foi um gato de 5 anos em Moscou, Rússia, cujo tutor havia sido diagnosticado com Covid-19 9. O gato foi levado ao veterinário e foram coletados swabs nasofaríngeos que deram positivo na RT-PCR. Não está claro se o gato tinha sinais clínicos ou porque foi ao veterinário. O gato foi posto em quarentena junto com o tutor 9. O segundo gato é oriundo de uma população de gatos que circulam em uma fazenda de visons onde está ocorrendo um surto de Covid-19. Esses gatos não são socializados e presume-se que possam ter adquirido o vírus dos visons por contato indireto ou por meio das fezes 10. Também está sendo considerada a possibilidade de que os gatos tenham levado o vírus de uma fazenda para a outra. Dos 24 gatos testados, 7 tinham anticorpos neutralizantes contra o SARS-CoV-2 11. Em um desses gatos, foi encontrado o antígeno, presumivelmente por RT-PCR. A quantidade de material genético obtido foi pequena e não deve ser suficiente para que se obtenham testes adicionais 11. Se não for possível sequenciar o vírus que afetou os gatos, não será possível saber se os gatos foram os responsáveis pela contaminação das outras fazendas.

Os resultados de um estudo com infecção experimental de gatos e cães adultos estão disponíveis em preprint 12. Foram realizados dois estudos com gatos, um de reinfecção e um de transmissão. No estudo de reinfecção, três gatos adultos foram infectados por via intranasal com SARS-CoV-2. Nenhum dos gatos apresentou sinais clínicos ou alterações na radiografia torácica. Os gatos desse grupo excretaram vírus por via oral, e principalmente nasal por até 5 dias 12. Os gatos desenvolveram anticorpos neutralizantes contra o SARS-CoV-2 a partir dos 7 dias pós-infecção. Não foi possível reinfectá-los 28 dias após a primeira infecção e eles não voltaram a excretar o vírus na tentativa de reinfecção 12. Gatos são a segunda espécie onde se verificou a impossibilidade de reinfecção com SARS-CoV-2. Isso já tinha sido demonstrado em macacos-rhesus 13,14.

No estudo de transmissão, dois gatos suscetíveis foram colocados em contato direto, com dois gatos inoculados com SARS-CoV-2 48 horas antes. Os quatro gatos ficaram juntos por 3 dias e todos adquiriram o vírus 12. O padrão de excreção viral dos gatos inoculados foi semelhante aos dos gatos no estudo de reinfecção. Os gatos contactantes, no entanto, iniciaram a excreção do vírus no dia do contato e a ela durou até 10 dias, com pico de excreção em 7 dias 12. Os contactantes desenvolveram anticorpos neutralizantes. Histopatologicamente, os gatos apresentaram rinite linfoplasmacítica supurativa e ulcerativa moderada e traqueíte linfoplasmacítica leve, indicando que apesar de subclínica, a infecção não é completamente benigna 12.

Os casos de infecção natural em gatos onde foi detectada a presença de antígeno estão descritos na figura 1.

Figura 1 – Relatos de casos naturais de SARS-CoV-2 diagnosticado por identificação do RNA viral por RT-PCR em gatos. Atualizado em 1/6/20

 

Data Local Quantidade Descrição Ref.
28/03/2020 Bélgica 1 animal RNA viral de SARS-CoV-2 foi detectado por RT-PCR em vômito e fezes de um gato com diarréia, vômito e dispnéia. Não foi possível estabelecer semelhança entre as sequências de SARS-CoV-2 presentes no gato e no tutor. O animal apresentou melhora clínica após 9 dias do início dos sintomas. 15 e 16
31/03/2020 Hong Kong, China 1 animal Gato assintomático colocado em quarentena depois que seu tutor foi hospitalizado devido à infecção por Covid-19. Amostras de swab nasal, oral e retal foram positivas para SARS-CoV-2. O gato não exibiu nenhum sinal clínico específico. O vírus não pôde ser isolado e o gato retornou para o tutor após apresentar resultados negativos em testes consecutivos. 17, 18 e 19
22/04/2020 Estado de Nova York, EUA 2 animais Os dois gatos testaram positivo para SARS-CoV-2 em RT-PCR. Um gato é do interior do estado (Orange County) e o tutor é positivo para Covid-19. Os sinais no gato apareceram depois de o tutor apresentar sinais. O outro gato da casa permaneceu assintomático. O segundo gato positivo é da região de Long Island (Nassau County) e tem acesso à rua. Ninguém na casa apresentou sinais clínicos. Os últimos exames laboratoriais nos dois gatos demonstraram que eles desenvolveram anticorpos, estão eliminando a infecção e devem ter recuperação completa. 20, 21 e 22
30/04/2020 Ile-de-France, França 1 animal 1 gato com sinais respiratórios e gastrintestinais leves testou positivo na RT-PCR de amostras retais. As amostras oronasais foram negativas. Esse gato é parte de um estudo com gatos de tutores com Covid-19. Esse é o único gato que teve resultados positivos. Não foi relatado o número total de gatos testados. 23 e 24
08/05/2020 Barcelona, Espanha 1 animal 1 gato macho de 4 anos de idade pertencente a uma família com pessoas doentes com Covid-19. O animal foi atendido por apresentar sérias dificuldades respiratórias, temperatura retal de 38,2ºC, trombocitopenia e insuficiência cardiorrespiratória aguda. Foi submetido a eutanásia e a necropsia revelou cardiomiopatia hipertrófica e insuficiência cardíaca com edema pulmonar. Amostras colhidas na cavidade nasal e no linfonodo mesentérico foram positivas na RT-PCR para SARS-CoV-2. A carga viral foi baixa. O coronavírus foi provavelmente um achado incidental não relacionado com os sinais clínicos 25 e 26
12/05/2020 Bordeuaux, França 1 animal O gato apresentou problemas respiratórios e foi examinado várias vezes por um médico-veterinário. O Animal apresentou tosse que persistiu apesar do tratamento. O vírus foi detectado por RT-PCR em amostra nasofaríngea. Os swab retais foram negativos. Outras análises estão em andamento para caracterizar o vírus 27 e 28
13/05/2020 Baviera, Alemanha 1 animal Gata de 6 anos assintomática foi positiva para SARS-CoV-2 na RT-PCR da amostra nasofaríngea. Seu tutor havia morrido de Covid-19. Os outros 2 gatos foram negativos. Swabs de faringe foram novamente obtidos 6 dias depois e continuaram positivos. Dois outros gatos negativos da mesma residência testaram negativo nas duas oportunidades. Os gatos foram isolados e até o dia 6 de maio não haviam desenvolvido sinais clínicos 29
21/05/2020 La Rioja, Espanha 1 animal Gata européia de 8 anos que foi parte de um estudo com animais de pessoas com Covid-19. Teve resultado positivo na RT-qPCR em amostras de orofaringe, mas não nas amostras retais. Ela foi testada novamente 22 dias depois e o segundo exame foi negativo. Outro gato da mesma família foi também testado, com resultado negativo nas duas ocasiões. A gata não apresentou sinais relacionados com infecção por SARS-CoV-2 mas tinha comorbidades: gengivostomatite felina crônica, cistite idiopática felina, doença renal crônica e bronquite/asma felina 8
25/05/2020 Holanda 1 animal Gato assintomático de uma fazenda onde está ocorrendo um surto em visons. Desenvolveu anticorpos e o vírus foi identificado (presumivemente por RT-PCR). Do total de 24 gatos na fazenda, 6 outros gatos tinham anticorpos contra SARS-CoV-2, mas não o antígeno 11
26/05/2020 Moscou, Rússia 1 animal Gato macho de 5 anos pertencente a uma pessoa com Covid-19. Não está claro se o gato tinha sinais clínicos, mas ele foi levado ao veterinário. Swabs nasofaríngeos foram positivos na RT-PCR. O gato foi posto em quarentena junto com o tutor 9

Cães

O que já sabíamos

– Cães jovens podem ser infectados experimentalmente por via intranasal 5:

Cães são mais refratários à infecção que gatos:

. Não eliminaram o vírus por via orofaríngea; RNA viral foi encontrado em swabs retais;

. Vírus infectante não pode ser obtido destas amostras;

. RNA viral não foi encontrado em nenhum órgão na necropsia;

. Cães desenvolveram anticorpos neutralizantes;

. Não transmitiram a doença para outros cães;

– Infecção natural por SARS-CoV-2 foi identificada em apenas três cães 1,2,3,4,30:

Apenas um desses cães apresentou sinais respiratórios leves que não se sabe se eram decorrentes da infecção ou apenas coincidência;

Dois cães desenvolveram anticorpos neutralizantes e em um desses cães foi possível isolar o vírus;

Nos dois casos provenientes de Hong Kong o genoma do vírus está disponível 30. O vírus desses cães teve homologia perfeita, ou quase perfeita (divergência em 3 nucleotídeos) com a dos tutores ou pessoas que viviam na mesma residência. As sequências virais das duas famílias foram diferentes, o que sustenta a suposição que os cães foram infectados pelos tutores nos dois casos;

Um buldogue americano de oito anos de idade apresentou anticorpos contra o SARS-CoV-2 10. O tutor havia sido diagnosticado anteriormente com Covid-19. O cão apresentou problemas respiratórios e foi submetido à eutanásia devido ao agravamento do quadro 10. O vírus SARS-CoV-2 não foi encontrado nas amostras enviadas ao laboratório e não é possível concluir se os sinais desse cão eram decorrência de Covid-19;

– Cães podem ser mais resistentes à infecção por SARS-CoV-2 do que gatos porque eles têm pouca expressão do receptor ACE2 no trato respiratório. Mesmo que este receptor possa interagir com o SARS-CoV-2, a pouca expressão em órgãos que têm contato com o ambiente externo limita a possibilidade de iniciar o processo infeccioso 31.


O que aconteceu na última semana

No primeiro estudo de infecção experimental em cães adultos, três cães entre 5 e 6 anos de idade foram infectados por via intranasal com SARS-CoV-2 12. Os cães não apresentaram sinais clínicos e não excretaram o vírus por via nasal ou oral em nenhum momento. Anticorpos neutralizantes foram identificados entre 7 e 14 dias pós-infecção, com pico em 21 dias 12.

Foi descartado o diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2 como divulgado pela imprensa em 28 de abril de 2020 em um pug da Carolina do Norte 32,33. O diagnóstico final de infecção por SARS-CoV-2 em animais dos EUA só pode ser fornecido após confirmação pelo Laboratório Nacional de Serviços Veterinários do Departamento de Agricultura dos EUA. Os exames realizados neste laboratório não encontraram o SARS-CoV-2 em várias amostras testadas. Também não houve evidência de resposta imune no teste de neutralização do vírus 34. Consequentemente, esse cão nunca teve Covid-19. A fraca detecção de RNA viral por PCR pode ter sido resultado de contaminação ambiental ou contaminação do cão por uma das 3 pessoas com Covid-19 na casa.

Com isso, temos agora apenas dois cães positivos para SARS-CoV-2 no mundo e ambos eram assintomáticos, excretaram o vírus por um período curto de tempo e eliminaram completamente o vírus 30. O vírus só pôde ser isolado em um deles, e por apenas dois dias 30. Além disso, há dois estudos demonstrando que cães são pouco suscetíveis à infecção experimental 5,12. Ter apenas 2 casos caninos, quando temos quase 6 milhões de casos humanos, proporciona uma perspectiva de quão raros são esses eventos. Isso é forte evidência de que os cães são resistentes à infecção e não têm papel na disseminação do vírus para pessoas ou outros animais.

Os casos de infecção natural em cão onde foi detectada a presença de antígeno estão descritos na figura 2.

Figura 2 – Relatos de casos naturais de SARS-CoV-2 diagnosticado por identificação do RNA viral por RT-PCR em cães. O cão pug da Carolina do Norte 31,32 foi retirado da tabela porque o resultado não foi confirmado e a conclusão final é de que ele não foi infectado pelo SARS-CoV-2 33. Atualizado em 1/6/20

 

Data Local Quantidade Descrição Ref.
26/02/2020 Hong Kong, China 1 animal Cão spitz alemão de 17 anos e assintomático foi colocado em quarentena após hospitalização de seu tutor por Covid-19. Amostras em swab nasal e oral testaram positivo para SARS-CoV-2 em RT-PCR. Não foi possível realizar o isolamento viral, mas o cão seroconverteu. Dias após o animal testar negativo para SARS-CoV-2 em RT-PCR e ter sido liberado da quarentena, ele foi a óbito por causa indeterminada. A causa da morte não foi considerada associada ao vírus. A sequência genética do vírus do cão foi quase idêntica a dos membros da residência 30
18/03/2020 Hong Kong, China 1 animal Cão pastor-alemão de dois anos e assintomático testou positivo para SARS-CoV-2 em RT-PCR em amostras orais, nasais e retais durante 2 dias. O vírus foi isolado e o cão apresentou anticorpos. Outro cão da casa foi também testado e os resultados foram sempre negativos 30

Mustelídeos e grandes felídeos

O que já sabíamos 1,2,3,4

– Ferrets podem ser infectados experimentalmente por via intranasal 5,35,36,37:

Podem desenvolver sinais clínicos ou permanecer assintomáticos;

Eliminam o vírus por via retal e orofaríngea;

Desenvolvem anticorpos neutralizantes;

Infectam outros ferrets por contato direto e indireto;

– Infecção natural por SARS-CoV-2 foi identificada em visons 38,39:

Visons podem desenvolver sinais clínicos ou ter infecção assintomática:

. Sinais respiratórios, gastrintestinais, óbito;

. Fêmeas prenhas têm risco aumentado;

Surto em quatro fazendas de produção de visons:

. Morbidade e mortalidade baixas;

. Baixa da produção, perda de animais;

. Fêmeas prenhes têm risco maior

. Transmissão entre animais direta e indiretamente;

. Vírus já está circulando nas granjas há várias semanas;

. Sequência genética do vírus nos visons é diferente das que estão circulando em pessoas na Holanda.


O que ocorreu na última semana

Visons

Todas as fazendas de visons na Holanda estão sendo rastreadas sorologicamente para SARS-CoV-2, porque é possível que estejam ocorrendo apenas infecções subclínicas em algumas granjas 11. Várias medidas sanitárias estão sendo estendidas a todas as granjas de visons na Holanda e incluem a proibição de transporte de visons e de seu estrume, controle de visitação, controle de entrada e saída de outros animais das granjas (cães, gatos e ferrets) e incremento dos protocolos de higiene. O risco à saúde pública a longo prazo depende de o vison poder se tornar uma fonte permanente de reinfecção de seres humanos e animais 40. Isso está sendo examinado epidemiologicamente nas três primeiras granjas infectadas.

Tigres

Foi divulgado o genoma do vírus SARS-CoV-2 que infectou o tigre no Zoológico do Bronx nos EUA 41. A sequência viral está depositada no GenBank do National Center for Biotechnology Information sob o número de acesso MT365033. A amostra é 100% similar a várias outras atualmente circulando em pessoas. É mais um caso de um animal infectado por uma pessoa com Covid-19.

Os casos de infecção natural em outras espécies onde foi detectada a presença de antígeno estão descritos na figura 3.

Figura 3 – Relatos de casos naturais de SARS-CoV-2 diagnosticado por identificação do RNA viral por RT-PCR em outras espécies. Atualizado em 1/6/20

 

Data Local Espécie / n Descrição Ref.
04/04/2020 Cidade de Nova York, EUA Tigresa-malaias (Panthera tigris tigres)
– 2 animais
Tigresa-malaia do zoológico do Bronx apresentou tosse seca e testou positivo para SARS-CoV-2 em RT-PCR de amostras nasais e traqueais. A irmã dessa tigresa também apresentou sinais clínicos e foi diagnosticada com SARS-CoV-2 em RT-PCR nas fezes na semana seguinte. Apesar de irmãs, elas vivem em recintos distintos no mesmo prédio. Os animais melhoraram e se espera que tenham recuperação completa. 41, 42, 43, 44 e 45
04/04/2020 Cidade de Nova York, EUA Tigres-siberianos (Panthera tigris altaica) –
3 animais
Dois tigres siberianos apresentaram tosse seca e testaram positivo para SARS-CoV-2 em RT-PCR das fezes. Um outro tigre siberiano em recinto distinto do mesmo prédio não apresentou sinais, mas também foi positivo na RT-PCR das fezes. Os 2 animais sintomáticos melhoraram e se espera que tenham recuperação completa. 43, 44, e 45
04/04/2020 Cidade de Nova York, EUA Leões-africanos (Panthera leo) –
3 animais
Três leões africanos apresentaram tosse seca e testaram positivo para SARS-CoV-2 em RT-PCR das fezes. Esses leões vivem separados em um recinto distante do dos tigres. Eles ocasionalmente interagem. Os animais melhoraram e se espera que tenham recuperação completa. 43, 44, 45 e 46
26/04/2020 5 fazendas de visons em North Brabant, Holanda Vison (Neovison vison) – número total não divulgado Animais de cinco fazendas de vison apresentaram sinais gastrintestinais, respiratórios e óbitos e testaram positivo para SARS-CoV-2 em RT-PCR. Está ocorrendo transmissão entre os visons. A morbilidade e a mortalidade são baixas, e fêmeas prenhas parecem apresentar maior risco. Esses relatos estão ocorrendo na época anual de parição nas fazendas de visons do hemisfério norte (abril e maio). 10, 11, 40, 47 e 48

 


Outras espécies

O que já sabíamos 1,2,3,4

– As seguintes espécies podem ser infectadas experimentalmente:

Hamster 49,50:

. Inoculados por via intranasal, apresentam sinais, desenvolvem anticorpos neutralizantes e transmitem para outros hamsters por contato direto e indireto;

. A transmissão é mais eficaz por aerossóis e gotículas do que por fômites;

Coelhos 47,48:

. Detalhes sobre o estudo ainda não estão disponíveis;

Macaco-rhesus 13,14,51-55:

. Inoculados por via intranasal, intratraqueal, oral e ocular, apresentam sinais e desenvolvem anticorpos neutralizantes;

. Não podem ser reinfectados algumas semanas após a exposição inicial. Infecção por SARS-CoV-2 induz imunidade protetora contra a reexposição em macacos-rhesus;

Macaco-cynomolgus 55,56:

. Inoculados por via intratraqueal e conjuntival, apresentam sinais e desenvolvem anticorpos neutralizantes;

Macaco-verde-africano 57:

. Inoculados por via intranasal e intratraqueal apresentam sinais leves e desenvolvem anticorpos neutralizantes;

. Vírus infectantes foram identificados em amostras nasais e no lavado traqueal de todos os 6 animais, nas amostras orais de 3, e nas fecais de 1 macaco;

Sagui 55:

. Inoculados por via intranasal, não apresentam sinais clínicos, e não se sabe se desenvolvem anticorpos neutralizantes. Mais resistentes à infecção experimental que macaco-rhesus e macaco-cynomolgus 13;

– As seguintes espécies não puderam ser infectadas experimentalmente por via intranasal:

Camundongos 58;

Porcos 5;

. Como os cães, os porcos podem ser resistentes a infecção por via intranasal com SARS-CoV-2 por terem mínima expressão do receptor ACE2 no trato respiratório 31;

. Diferentemente do cão, porcos têm alta expressão da ACE2 no duodeno. Essa expressão no intestino pode representar uma possível via alternativa para a entrada viral;

. Isso ainda não foi estudado;

Galinhas 5;

Patos 5.


O que ocorreu na última semana

Foi divulgada a versão preprint no The Lancet do estudo do Instituto Friedrich Loeffler da Alemanha. Os resultados preliminares já haviam sido anunciados em um comunicado de imprensa no início de abril 59,60. Nesse estudo, morcegos-das-frutas-egípcios (Rousettus aegyptiacus; n = 9), ferrets (n = 9), porcos (n = 9) e galinhas (n = 17) foram inoculados intranasalmente com SARS-CoV-2 61. Mais um estudo demostrando que ferrets podem ser infectados e transmitir a infecção aos contatantes diretos. Os ferrets não desenvolveram sinais clínicos nesse estudo e a replicação do vírus se assemelhou à que acontece em uma infecção humana subclínica, incluindo a disseminação eficiente 61. Os morcegos-das-frutas tiveram infecção transitória por rinite. O vírus foi detectado na cavidade nasal, traqueia, pulmão e no tecido linfático associado ao pulmão. Um dos três morcegos contactantes se infectou. Os morcegos das frutas apresentaram um quadro compatível com o de uma espécie reservatório 61. Porcos e galinhas não puderam ser infectados intranasalmente por SARS-CoV-2 61. Isso corrobora os resultados obtidos anteriormente no estudo em Harbin, China 5.

Mais um estudo demonstrou que hamsters podem ser infectados experimentalmente por via intranasal e transmitir a infecção para hamsters suscetíveis por contato indireto. Esse estudo é discutido mais detalhadamente abaixo, na seção de transmissão 62.


Transmissão

O que já sabíamos 1,2,3,4

– Transmissão intraespécie

As seguintes espécies transmitem o vírus experimentalmente para outros membros da mesma espécie:

. Gatos 5,6;

. Ferrets 5,35,36;

. Hamsters 49,50;

Os visons transmitem o vírus para outros visons em condições naturais 7,8:

– Transmissão interespécies

Transmissão interespécies não-humanas está sendo considerada entre visons e gatos 10,11;

– Transmissão de animais para pessoas:

É possível que um funcionário de uma das empresas de vison infectadas com SARSCoV-2 tenha sido infectado por um vison 10,11;

– Transmissão por animais imunossuprimidos:

A eliminação de vírus infectante por via nasal durou mais em ferrets tratados com azatioprina do que nos não tratados 37;

– Transmissão por fômites:

A transmissão por fômites é menos eficiente que por contato direto ou indireto em hamsters 50.


O que ocorreu na última semana

Prevenção da transmissão com o uso de máscaras

Um estudo demonstrou que a inclusão de máscaras cirúrgicas entre as gaiolas de hamsters diminui a transmissão de SARS-CoV-2 de hamster de uma gaiola para os hamsters nas outras 62. O fluxo de ar entre as gaiolas era unidirecional e mantido por um ventilador. Entre as gaiolas era colocada ou não uma barreira composta por máscaras cirúrgicas. Três cenários foram avaliados:

1) Ausência de máscara, representando exposição a um animal com Covid-19 na ausência de proteção facial. Neste caso, 10 dos 15 hamsters (67%) contactantes desenvolveram sinais clínicos e evidência virológica de infecção. A doença foi também mais severa nesses hamsters 62.

2) Máscara cirúrgica colocada entre as gaiolas para simular um paciente positivo para SARS-CoV-2 usando uma máscara (controle de origem). A taxa de transmissão foi de 17%, 2 de 12 hamsters adquiriram o vírus 62.

3) Máscara cirúrgica colocada entre as gaiolas da maneira oposta, simulando uma pessoa suscetível usando uma máscara como proteção: 4 de 12 hamsters expostos adquiriram o vírus numa taxa de transmissão de 33% 62.

A conclusão que se tira desse estudo é que a introdução da máscara cirúrgica entre as gaiolas reduziu significativamente a transmissão de SARS-CoV-2 por meio de gotículas respiratórias ou núcleos de gotículas transportadas pelo ar de hamsters inoculados para hamsters suscetíveis. A simulação do uso de máscara por um hamster doente foi o método mais eficaz de prevenção.


Transmissão interespécies

O Ministério da Agricultura, Natureza e Qualidade dos Alimentos da Holanda continua investigando a possibilidade de que visons tenham infectado os gatos de uma das propriedades, e de que estes gatos tenham disseminado o vírus para uma das granjas vizinhas 10,11. Resultados adicionais devem ser divulgados nas próximas semanas 40.


Transmissão para pessoas

Pelo menos mais um caso de transmissão de SARS-CoV-2 de vison para pessoas parece ter ocorrido na Holanda 11. Este caso é em uma fazenda diferente da do caso divulgado na semana passada. Três funcionários dessa granja foram diagnosticados com Covid-19 e a análise genética revelou que o vírus era semelhante ao que circula nos visons da empresa e diferente dos vírus circulando no país 11. É provável que pelo menos uma dessas pessoas tenha adquirido o vírus de um vison. As outras duas pessoas poderiam ter adquirido dos visons ou da primeira pessoa infectada. A infecção parece ter ocorrido antes que se soubesse que os visons estavam infectados, e quando equipamentos de proteção individual ainda não estavam sendo utilizados 11.

Dados adicionais também foram fornecidos sobre o primeiro caso 11. A análise filogenética dos vírus da região da fazenda não foi capaz de identificar um vírus similar ao que foi encontrado nessa pessoa e nos visons. Isso sustenta a conclusão de que o caso foi resultado de transmissão de vison para humanos.


Considerações finais

Está cada dia mais claro que o SARS-CoV-2 pode infectar uma gama grande de hospedeiros. O vírus provavelmente foi transmitido de um morcego para pessoas, talvez com uma passagem por um ou mais hospedeiros intermediários 63. Já temos confirmados casos de transmissão de pessoas para pelo menos 5 espécies. O que começa a aparecer agora é a possibilidade de transmissão de animais para pessoas. Até o momento, o risco só parece existir em visons 11. Mais informações são necessárias antes que se possa confirmar se isso ocorreu. A situação com os visons é única porque eles vivem em um ambiente com alta densidade populacional e trata-se de uma espécie altamente suscetível. Essas condições não podem ser extrapoladas para o que acontece nos lares entre pessoas e seus animais de estimação. No estudo recente com infecção experimental 12, cães não excretaram o vírus e apresentaram um risco mínimo de infectar pessoas. Gatos excretaram o vírus por não mais de 7 dias após a exposição. Isso sugere que os gatos, se expostos a seres humanos infectados, podem até desenvolver a infecção, mas a eliminarão muito rapidamente. Assim, se humanos sintomáticos seguirem os procedimentos de quarentena apropriados e ficarem em casa com seus animais de estimação, há um risco mínimo de um gato potencialmente exposto infectar outro gato. Portanto, ainda é válida a conclusão: “Mesmo sabendo que gatos e furões podem infectar animais em condições laboratoriais, não temos nenhuma evidência de que cães, gatos ou furões possam transmitir SARS-CoV2 a outros animais ou a seres humanos fora do laboratório, seja como fonte de fômites ou eliminando o vírus”.

 

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