Silvana Andrade, ativista pelos direitos animais, fundadora e presidente da ANDA: "A política ambiental está sendo um desastre e coloca a fauna em risco"

Para presidente da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), não é
possível ficar de braços cruzados assistindo ao desmonte da fiscalização e
de toda a estrutura de funcionamento dos órgãos ambientais
brasileiros
O litoral nordestino está tomado por uma imensa quantidade de petróleo de
origem desconhecida. O Governo Federal, até o momento, não fez nada além de
promover uma espécie de caça às bruxas, muito mais empenhado em
responsabilizar a “inimiga” Venezuela do que em sanar o
problema. O mesmo Governo que, há menos de dois meses, tentou afastar o maior
especialista em golfinhos do Brasil, José Martins da Silva Júnior, do seu
trabalho de três décadas em Fernando de Noronha, transferindo-o para o sertão
de Pernambuco; o mesmo governo, também, que demitiu o conceituado físico
brasileiro Ricardo Galvão da presidência do Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (Inpe), depois que este divulgou dados reais e
palpáveis sobre o avanço da devastação na Amazônia brasileira.
Segundo Silvana Andrade, fundadora e presidente da Agência de Notícias de
Direitos Animais, ONG que há mais de uma década se dedica a divulgar fatos
relacionados à realidade dos animais no Brasil e no mundo, inúmeros
retrocessos ameaçam a fauna do País — inclusive a fauna
marinha: “Quando o próprio Ministério do Meio Ambiente atropela pareceres
técnicos do Ibama, como aquele que vetava a exploração de petróleo no
entorno do Parque Nacional de Abrolhos, e permite a realização de um leilão
para a oferta blocos de exploração de petróleo, temos a sensação de que
estamos vivendo um pesadelo”, ela lamenta. “Mesmo cientes do risco de que um
eventual derramamento de óleo poderia
causar ao maior banco de corais do planeta, ao principal berçário das
baleias-jubarte do Atlântico Sul e à única região do mundo onde é possível
encontrar o coral Mussismilia braziliensis, além de tartarugas-marinhas e
diversas aves ameaçadas de extinção, as autoridades mantiveram a
autorização para os leilões que ocorrerão em outubro”, prossegue Silvana.
“Esse desastre de agora pode
ser um sinal de alerta, um chamado à razão. A fauna precisa de nós.
Precisamos dialogar, lutar, protestar. Só não podemos cruzar os braços”, ela
conclui.
 
Silvana Andrade, ativista pelos direitos animais, fundadora e presidente da
ANDA: “A política ambiental está sendo um desastre e coloca a fauna em risco”

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