Dia Mundial de Combate à Hepatite: doença também pode afetar os cães

Hoje, 28 de julho, comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2010. A doença, que é muito séria e infecciosa, atinge o fígado e pode causar consequências graves, como câncer, cirrose e óbito nos seres humanos e também acomete os cães. Márcio Barboza, médico-veterinário e gerente técnico da MSD Saúde Animal, alerta os tutores dos animais de estimação sobre os cuidados com a hepatite.

“Atualmente, a hepatite infecciosa canina não é tão comum como as hepatites dos humanos porque, graças à vacinação, ela está controlada no Brasil. Daí a importância de continuar prevenindo a doença nos cachorros, para evitar casos novos”, explica o médico-veterinário.

Hepatite infecciosa canina (HIC): o que é, prevenção e tratamento

A hepatite infecciosa canina é causada pelo adenovírus canino tipo 1 (CAV-1). Apesar de a doença não ser tão comum, ela ainda pode acometer cães, principalmente aqueles que não estão vacinados. Seu agente causador é responsável por atacar o fígado, causando inflamação no órgão, o que é mais comum em animais mais novos.

De acordo com Barboza, a única e melhor maneira para prevenir a enfermidade é a vacinação. “Assim como diversas doenças, a prevenção é sempre a melhor solução. Nesse caso, ainda mais importante porque o vírus é altamente resistente no ambiente, mesmo que ele seja completamente limpo e higienizado”, alerta.

Além disso, é muito importante que os tutores saibam que a hepatite pode ser transmitida por meio do contato com as secreções de animais infectados, como a urina. Mas os seres humanos podem ficar tranquilos, já que a doença não é transmitida para pessoas, apenas para animais.

Os principais sintomas são febre, falta de apetite, conjuntivite, vômito, diarreia, tosse, convulsões e pressionar a cabeça contra a parede. No entanto, é essencial saber que eles podem ser ou não percebidos, ou seja, tudo depende da gravidade: hiperaguda e aguda, em que o animal apresenta sinais, e subclínica, que não apresenta sinais. Por isso é de grande importância a prevenção.

“O ideal é que os tutores vacinem os cães a partir de 6 semanas de idade com um intervalo de 2 a 4 semanas entre as doses até que completem no mínimo 12 semanas de idade, e que depois recebam uma dose a cada ano. O médico-veterinário é o único profissional que pode estabelecer o melhor protocolo vacinal para as necessidades dos animais”, diz Márcio.

Mas, se o animal apresentar os sinais e for diagnosticado com a doença, vale lembrar que ela tem tratamento para amenizar os sintomas. O médico-veterinário saberá decidir a melhor maneira para cuidar do animal.

Cuidar do animal de estimação também é cuidar da família!

O médico-veterinário deixa uma dica valiosa: quando cuidamos do nosso animal de estimação, estamos cuidando também da nossa família. Isso porque, quando investimos em produtos que trazem proteção ao nosso animal, o ambiente e as pessoas que convivem com eles também ficam protegidos.

Fonte: Ketchum / MSD

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