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Marcelo Sader
Consultor em TI para o mercado veterinário
NetVet Tecnologoa para veterinários
www.netvet.com.br
[email protected]
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Uma das possibilidades de aplicação de telemedicina, do tipo Business to Business (B2B), onde profissionais utilizam a tecnologia para trocar informações, analisar e discutir um caso clínico
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Enquanto alguns profissionais tecem duras críticas a essa ferramenta, o uso da telemedicina avança a passos largos, e muitos analistas consideram que a tecnologia veio para ficar. Além das dificuldades relacionadas ao uso de uma nova tecnologia, o tema é polêmico e tem gerado debates acalorados nas redes sociais. Os desafios são ainda mais evidentes para médicos-veterinários já estabelecidos no mercado de trabalho, que se veem obrigados a sair da zona de conforto e quebrar paradigmas consolidados.
Em primeiro lugar, é importante entender que o conceito de telemedicina é muito mais amplo do que uma simples conversa entre veterinário e tutor via Whatsapp ou Skype. Segundo a Americam Veterinary Medical Association (AVMA): “Telemedicina é o termo amplo que abrange todos os usos de tecnologia voltados para fornecer remotamente informações ou educação sobre saúde. É o uso de informações médicas trocadas de um local para outro, por meio de comunicações eletrônicas, sobre o estado de saúde clínico de um paciente”.
As aplicações modernas da telemedicina se originaram na década de 1950, com a transferência de eletrocardiogramas, consultas por rádio usadas para auxiliar pacientes em navios e em lugares remotos, e a transmissão de imagens radiográficas. Nos últimos anos, a rápida evolução da infraestrutura favoreceu o surgimento de uma complexa gama de tecnologias que formam redes médicas eletrônicas capazes de realizar cirurgias assistidas à distância, diagnósticos, definir terapêuticas, gerenciar casos clínicos e promover educação.
Em países como o Brasil, de dimensões continentais, a importância da telemedicina é ainda maior. Enquanto os grandes centros contam com profissionais em maior número, tutores exigentes e um ambiente extremamente competitivo, as regiões distantes permanecem sem acesso a serviços básicos. Entretanto, muitas dessas regiões mais remotas já contam com acesso a internet de qualidade, abrindo uma janela de oportunidades para profissionais e empresas dispostas a ampliar seus horizontes.
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A falta de regulamentação dificulta a expansão da telemedicina
A velocidade com que as tecnologias que dão suporte à telemedicina evoluem representa um desafio extra. Curiosamente, os agentes expostos a esses desafios são, em geral, profissionais já estabelecidos no mercado de trabalho, formados em uma época em que não havia internet, celular ou computadores conectados. A resistência por parte dos profissionais que estão há mais tempo no mercado e a falta de regulamentação para o setor são os principais motivos da demora na adoção da telemedicina de maneira mais abrangente. Em geral, os médicos-veterinários da geração Y (millennials) tendem a ver na telemedicina uma oportunidade de crescimento e não um risco de perderem seus empregos.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou em 13/12/2018 a resolução nº 2.227 1, que estabelece regras para a prática de teleconsulta, telediagnóstico, telecirurgia, teleconferência, teletriagem médica, telemonitoramenteo, teleorientação e teleconsultoria. A resolução foi revogada em fevereiro de 2019, sob a justificativa de ser necessário mais tempo para analisar as mais de 1.400 contribuições enviadas. As entidades de classe também pressionaram pela r
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